SECA,CALOR INTENSO : COMO O BRASIL SERÁ AFETADO COM SAÍDA DOS EUA DO ACORDO DO CLIMA EM PARIS

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Seca, calor intenso: como Brasil será afetado com saída dos EUA do Acordo do Clima

A decisão do presidente Donald Trump de tirar os Estados Unidos do Acordo Climático de Paris atingirá as metas globais de redução de emissão de gases que causam o aquecimento global dos países participantes, entre eles, o Brasil.
O impacto mais alarmante se dá no meio ambiente, tanto em nível mundial quanto nacional. As mudanças climáticas podem atingir nossa vida no Brasil, sim, principalmente nos centros urbanos.


Como seremos atingidos

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“Com a decisão de Trump, a situação climática do Brasil se agrava, porque aqui temos alta vulnerabilidade social e econômica, com pessoas vivendo em áreas de risco”, explicou em entrevista ao VIX a secretária executiva do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e pesquisadora pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), Andrea Souza Santos.
Fato é que, com o passar do tempo, as alterações climáticas globais chegam, literalmente, na porta das nossas casas.
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Por essa razão, a pesquisadora prevê a intensificação dos fenômenos climáticos e possíveis catástrofes decorrentes disso em longo prazo, como deslizamentos de terra, alagamentos, ondas de calor, tempestades, secas e ilhas de calor formadas em áreas urbanas.
“As pessoas pensam muito no presente e não entendem a relação de impacto global e local. Assim, enquanto não acontece algo extremo, fica mais difícil pensarmos em longo prazo”, comenta Andrea.




"Atuamos com projeções para o final do século ligadas a aumento do nível do mar e de temperaturas e vemos que, nesse sentido, as cidades precisam desenvolver um plano de adaptação, pois essas mudanças vão atingir diretamente o Brasil”.

Acordo Climático de Paris: o que é?

Acordo Climático de Paris estabelece que os 195 países que o assinaram se comprometam a manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e se esforcem para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Atrás apenas da China, os Estados Unidos são o segundo maior emissor de poluentes que causam o efeito estufa. Apesar disso, Trump se posiciona alegando que o aquecimento global é uma “invenção dos chineses” por razões de mercado e, desde sua campanha eleitoral, afirmava que tiraria os Estados Unidos do Acordo.
O presidente dos Estados Unidos declarou na quinta-feira (1º de junho) que a saída se dá por conta de possíveis perdas na economia norte-americana. Agora, os Estados Unidos se junta à Síria e à Nicarágua como os únicos países que não participam do Acordo.

Impactos da saída dos EUA do Acordo

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O anúncio de Donald Trump recebeu críticas severas; o presidente da França, Emmanuel Macron, divulgou o movimento “Make our planet great again” (Faça nosso planeta melhor novamente), em oposição ao slogan de Trump “Make America great again” (Faça a América grande novamente).
Três estados norte-americanos afirmaram que não estão de acordo com a determinação de Trump: Nova York, Califórnia e Washington.
“Essa é uma sinalização positiva: os estados vão continuar seguindo uma agenda ambiental, diminuindo a emissão de carbono, investindo em fontes de energia renováveis”, pondera a pesquisadora.
“Os países, inclusive o Brasil, também informaram que vão seguir tentando alcançar a meta do Acordo de Paris. Mas, o grande pulo do gato será quando a China, que é o maior poluidor com emissão de gases do efeito estufa, se colocar como protagonista dessa proposta”.
*Matéria publicada em 2 de junho de 2017
Fonte:http://www.vix.com/pt/noticias/546274/seca-calor-intenso-como-brasil-sera-afetado-com-saida-dos-eua-do-acordo-do-clima

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